Sabores, cores e uma cultura exótica têm tornado a Tailândia um destino cada vez mais procurado por quem gosta de viajar. Desde mochileiros até para quem gosta de relaxar, o país traz um roteiro de vivências de todo tipo para experienciar. Suas praias paradisíacas, santuários naturais e templos milenares são atrações garantidas para quem quer conhecer essa parcela do sudeste asiático de perto. E em uma cultura diferente, os costumes também são diferentes.

Venha conosco conhecer um pouco mais desse lugar esplêndido.

Cumprimentos, agradecimentos e sorrisos

Foto: Karn Bulsuk

A peculiar forma de saudação tailandesa é conhecida mundialmente. Pôr as mãos em frente ao corpo em reverência, é um cumprimento comum de paz denominado wâi e, dependendo da posição de suas mãos (de frente ao coração, rosto ou testa), maior o sinal de respeito. Em algumas situações, o gesto pode representar agradecimento, desejo de prosperidade ou até submissão. É extremamente rude não retribuir a saudação, apesar de adultos não cumprimentarem crianças e pessoas que estão ocupadas com algum trabalho. Os monges são tidos como representantes divinos, por isso o cumprimento com as mãos na testa é uma prática reservada. E eles não são obrigados a responder ao seu cumprimento.

Foto: Conexão Tailândia

O sorriso é um símbolo nacional, sempre estampado nos rostos dos nativos. A cultura do sorriso é tão forte por lá, que rendeu o apelido de Terra do Sorriso ao país.

Religião

O povo tailandês possui muito apreço por suas tradições e seus cultos não ficariam de fora. 95% da população pratica o Budismo Theravadasegue, que é levado muito a sério, com risco de prisão em caso de atos desrespeitosos.

Começando pelas esculturas, imagens e decorações em geral, que nunca devem representar Buda de forma dividida, sempre em corpo inteiro, seja em pé ou sentado. Se você for pego portando alguma imagem do tipo, pode acabar sendo detido.

Foto: Ricky Worsham

Caso você queira visitar os templos sagrados, é importante seguir uma série de regras. As vestimentas, por exemplo, não devem mostrar ombros e joelhos. Roupas curtas, justas e transparentes não são de bom tom, inclusive nas ruas. Tanto em templos, quanto em qualquer casa tailandesa, tirar os sapatos ao adentrar os ambientes demonstra respeito. Por isso, escolha algum sapato fácil de calçar, como alpargatas e chinelos. Os pés são considerados a parte mais suja do corpo, e apontar as solas dos pés para as pessoas ou para imagens de Buda é tido como desrespeito.

Ao contrário dos pés, a cabeça é a parte mais sagrada para o povo tailandês. Lembre-se de jamais tocar em ninguém (principalmente nos monges e crianças), e na cabeça, então, cuidado redobrado! Caso cruze o caminho de um grupo de monges ou pessoas, mesmo que sem querer, abaixe a cabeça lentamente e saia. Tente não parecer como se você estivesse se intrometendo no assunto. Ah, caso queira tirar fotos com estátuas, imagens de Buda ou em ambientes sagrados, não se esqueça de não subir nos altares, fazer barulho ou poses que desrespeitem a tradição budista. Falar baixo é sempre uma boa dica!

Monarquia e o Rei

Foto: Joseph Hollick

O maior orgulho da nação tailandesa é o Rei Bhumibol Adulyadej, monarca que governou por 70 anos e faleceu em 13 de outubro de 2016. Foi o único rei tailandês que nasceu nos Estados Unidos, em 1927, enquanto seu pai estudava Medicina em Harvard. Naquela época, a então Tailândia, se chamava Sião (ou Siam, em inglês. Daí a origem do gato siamês) e Bhumibol jamais deveria ter sido tornado rei (apesar de seu antepassado, rei Rama I, ter sido o fundador de Bangkok).

Aos 3 anos de idade, seu pai morreu e sua mãe, uma plebeia, mudou-se para Suíça, onde educou os filhos. Anos mais tarde, em 1945, o monarca voltou para a – já nomeada – Tailândia (que, a cunho de curiosidade, significa “terra dos livres”), onde seu irmão era o então governante. Pouco se sabe sobre a morte do irmão, que aos 20 anos e em seis meses de reinado, foi encontrado em seu quarto, morto por um tiro. O acontecimento gerou especulações das mais variadas, enquanto Bhumibol era coroado como Rama IX, no auge de seus 19 anos, em 1946. Rama IX reinou por sete décadas, período de grande evolução industrial no país. O monarca era extremamente querido por seu povo, um símbolo de estabilidade em uma terra que passou por duros golpes militares.

Foi decretado um ano de luto oficial. Por onde se anda na capital, vê-se vestimentas pretas ou brancas em toda parte e, nos 30 dias que sucederam o falecimento, diversas instituições acataram a ausência de cores em suas rotinas. Jornais se tornaram monocromáticos, canais de TV a cores foram suspensos e funcionários públicos terão de usar preto por todo o período de um ano. Até a tradicional festa da lua cheia, que acontece todo final de ano em uma ilha, fora cancelada.

O respeito para com a família real é questão de lei na Tailândia. Tome cuidado com ações e palavras que possam ofender. Isso inclui símbolos do país, como dinheiro e hino nacional.

Foto: Butch Osborne

Apesar de costumes tão destoantes com a realidade brasileira, esse pedacinho da Ásia é encantador. Os nativos são sempre receptivos, a gastronomia é incrivelmente variada e você sempre voltará para casa com a vontade de conhecer cada vez mais a fundo a beleza da Tailândia.